Dois pães de queijo e um café, por favor

Clichês à parte, nunca me considerei um leitor compulsivo, embora tivesse essa obrigação, devido à profissão que escolhi seguir. Não sei se por alguma influência astral, ou falta de paciência mesmo, mas ter a obrigação de seguir o fluxo e ler o livro do momento (ou assistir ao filme do momento, ou à série do momento…) nunca fez muito minha cabeça.

 

Ainda na faculdade, fui apresentado a um autor que muita gente achava “empombado”, de difícil entendimento, cult, e tantas outras coisas… Umberto Eco, autor de “Apocalípticos e Integrados”, que estava em algum texto estudado em Teoria da Comunicação e por isso mesmo ganhou todos os péssimos adjetivos acima.

 

Claro que não seria o ensaio a razão deste pequeno texto. Chegou às minhas mãos “Baudolino”, um romance que se passa na Idade Média, no qual o “mocinho”, que dá nome à obra, sai pelo mundo em busca do Santo Graal. Não, o livro não é místico ou precursor do Código Da Vinci. A história é hilária, principalmente o seu desfecho. Claro que fiquei encantado. O teórico da Comunicação soube, e muito bem, brincar com a estória e a história.

 

Tempos depois me deparei com outra obra do autor, “A misteriosa chama da Rainha Loana”, onde o personagem central, após um ataque cardíaco, começa uma busca por um amor da juventude, fazendo um resgate de seu passado. Como não sou um profundo conhecedor de aspectos da cultura italiana no período da Segunda Guerra, fiquei apenas com a busca por “Arabella”, mas acredito que os italianos que viveram esta época devem ter se deliciado com a recordação de músicas, quadrinhos, programas de rádio e tantos ícones midiáticos do período.
Por fim, “Número Zero”. Segundo a crítica, um manual ao “não-jornalismo”, pra mim uma história divertidíssima de um escritor que chefia um jornal que nunca será lançado, criado para chantagear poderosos em troca de favores e posição. As reuniões de pauta são fantásticas, principalmente quando são discutidos todos os caminhos que a mesma notícia pode percorrer para ser lida, entendida e engolida pelo público que querem atingir.

#SalveEco

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